Póvoa de Lanhoso ► Maria da Fonte

A Revolução da Maria da Fonte foi a 22 de Março de 1846.
Além da conhecida Maria da Fonte havia outras tão boas como ela que eram Joana Esteves de Oliveira e Maria Angelina de Galegos.
O Povo adorava a sua Rainha D. Maria II, mas detestava o Ministro Costa Cabral e as suas Leis, que impunham obrigações à vida do povo.
Para piorar a situação foi imposta uma lei que proibia que os mortos fossem enterrados dentro das Igrejas e Templos.
Maria Luísa Balaio mais conhecida por Maria da Fonte tinha uma estalagem (taberna) onde homens, se encontraram para falar da lei que proibia o enterro dos mortos dentro de Igrejas e Templos.
O problema era: a partir do momento que a lei saísse teriam de enterrar os mortos nos campos como "cães".
Maria Luísa dizia: "o povo está unido só precisa de alguém que o guie, mas para isso, podeis contar comigo ou não me chamo Maria da Fonte".
Os homens não se atreveriam a atirar sobre as mulheres.
Era necessário estarem atentos porque se sepultassem o primeiro morto fora da igreja nunca mais podiam voltar atrás.
Para além disso era também necessário que o povo desse permissão para o enterro ser realizado sem padre.
No dia 22 de Março de 1846 morre Custódia Teresa dando origem à revolução.
Para atestar o óbito apareceu oficialmente o delegado de saúde pública que foi corrido à paulada por um habitante de Simães, que chamando a população - acudam, acudam, à Capela de S. Francisco – reuniu o povo para fazer o funeral.
À chegada do mordomo e do padre, Maria Luísa disse: Arrumem-se, nós fazemos o funeral.
As mulheres conduziram ordenadamente o funeral até ao Mosteiro de Fontarcada.
O padre de Fontarcada alertou dizendo: Não façam isso... Vão meter-se em sarilhos!...
Sem preocupação as mulheres sepultaram o cadáver no interior do Mosteiro.
Na rua as manifestações começaram com muito alarido.
Entretanto o administrador local planeia a sua vingança e tenta convencer o governador que só com uma força militar é que “metemos na ordem aquelas bêbadas”, mas o governador argumenta: “nem pense nisso, elas não passam de meia dúzia de beatas”.
No dia seguinte, as autoridades retiraram o cadáver do Mosteiro de Fontarcada, mas logo os sinos tocam com um barulho ensudercedor e as mulheres aparecem em número elevadíssimo dizendo - Malandros ide-vos embora - e começam a apedrejá-los voltando a colocar religiosamente a campa violada.
Na estalagem de Maria Luísa, dão vivas a esta vitória.
Passado mais um dia, três mulheres são presas. As mulheres juntam-se para assaltar a cadeia.
Joana Esteves trazia com ela um machado e todas gritavam "Força, força".
Tanta força fizeram que a parta acabou por cair e elas levaram as suas companheiras, atiraram pela varanda todos os documentos do tribunal com os quais o povo fez uma fogueira cantando e dançando à sua volta.
A revolta reflecte-se por todo o Reino obrigando Rainha a acabar com as leis da saúde e a reformar o sistema do pagamento das contribuições.
Era o reconhecimento real da vitória da Maria da Fonte.
A Rainha recuperou a autoridade e começou a "caça às bruxas".
Passados dois anos Maria Luísa Balaio mais conhecida por Maria da Fonte partiu discretamente para o Brasil com medo de ser presa.
Conclusão: A revolução da Maria da Fonte teve razão de ser, ou seja, a liberdade de um povo!!
Trabalho realizado por:
Virgínia nº.26, 8º. Ano, Turma A
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